Este volume compila as edições The Amazing Spider-Man (2022) 63-64
Acompanhamos o desenvolvimento do arco “As Oito Mortes do Homem-Aranha”, que infelizmente mantém um ritmo fraco. O roteiro apresenta-se limitado e pouco instigante, o que é decepcionante para um personagem considerado o carro-chefe da Marvel.
Vale o aviso: a partir daqui, o texto contém spoilers.




Na trama, Peter Parker continua enfrentando os “Rebentos Rubros de Cyttorak” para cumprir as ordens do Doutor Destino, o novo Mago Supremo. O grande problema reside na construção dos vilões, que são extremamente mal desenvolvidos e carecem de essência.
A narrativa ainda tenta manter um mistério sobre o fato de o herói morrer toda vez que derrota uma dessas divindades, algo que deixa o próprio Peter confuso. Recentemente, ao enfrentar um dos Rebentos, ele finalmente conseguiu a vitória sem perder a vida; contudo, a irmã da criatura derrotada entra agora no jogo para introduzir o conceito da “inevitabilidade da morte”. Um ponto curioso da edição é a aparição estratégica de personagens como Têmpera, Magia, Kid Ômega e Marko, sugerindo que eles podem integrar o núcleo do Aranha em um futuro próximo.
O grande destaque positivo fica para a arte de Gleb Melnikov. Os traços estão consideravelmente superiores aos da edição anterior, proporcionando uma fluidez visual que facilita muito a compreensão e a leitura da HQ.
Entretanto, o aspecto visual não esconde a crise criativa. É necessário discutirmos a fase atual do Homem-Aranha: as histórias vêm deixando a desejar há algum tempo. É lamentável que um ícone dessa magnitude seja negligenciado no quesito roteiro. Para que o personagem mantenha sua relevância no Universo Marvel, a qualidade narrativa precisa de uma urgente melhora.
