Atenção: Este texto contém spoilers.
Lançado em 2019, Capitã Marvel não é apenas mais um filme de origem; é um marco monumental que redefiniu o equilíbrio de poder no Universo Cinematográfico Marvel (MCU). Situado nos anos 90, o longa apresenta Carol Danvers, uma ex-piloto da Força Aérea que, após ser exposta à energia do Tesseract (a Joia do Espaço), ganha habilidades cósmicas incomparáveis. A trama é brilhante ao subverter expectativas: o que começa como uma guerra contra os transmorfos Skrulls revela-se uma jornada de autodescoberta. O grande spoiler reside na revelação de que os Skrulls são, na verdade, refugiados vítimas do império Kree, e que o mentor de Carol, Yon-Rogg, é o verdadeiro vilão que manipulou suas memórias e limitou seus poderes por anos.
O ápice do filme ocorre quando Carol finalmente rompe os grilhões mentais impostos pela Inteligência Suprema Kree. Ao aceitar sua humanidade — e as inúmeras vezes em que caiu e se levantou ao longo da vida —, ela desbloqueia seu potencial total, tornando-se a entidade mais poderosa do MCU até então. A cena dela voando e destruindo naves espaciais inteiras com as próprias mãos é um deleite visual que solidifica sua importância tática para os Vingadores. Além disso, o filme amarra pontas soltas cruciais da franquia, revelando como Nick Fury perdeu o olho (graças à “gata” Goose, que é na verdade um perigoso Flerken) e a origem da própria “Iniciativa Vingadores”, batizada em homenagem ao codinome de voo de Carol.
A importância de Capitã Marvel vai muito além da narrativa. Com uma trilha sonora nostálgica e uma química perfeita entre Danvers e Fury, o filme é um pilar essencial que trouxe frescor, representatividade e uma força imparável para o universo Marvel.
