Este volume compila as edições The Amazing Spider-Man (2022) 68-68.DEATHS
Esta edição deixa claro que a Marvel não tem a menor intenção de entregar uma boa história do Homem-Aranha tão cedo. O roteiro de Justina Ireland é excessivamente raso e, se nada mudar nos bastidores, o Amigão da Vizinhança definitivamente deixará de ocupar o posto de título principal da casa.
Vale o aviso: a partir daqui, o texto contém spoilers.




Depois de passar tempo demais lamentando-se sobre a vida e a própria existência, o herói finalmente parece acordar para a realidade. Ao presenciar o que parece ser a morte verdadeira de seus amigos, ele percebe que sua postura, até então, vinha sendo mesquinha e completamente sem sentido.
O ponto crucial da trama depende justamente de Peter sair dessa letargia ao ver o trágico destino de seus aliados e familiares. No entanto, como Cyra já havia lhe mostrado essas mortes no futuro, ele questiona o porquê de agora as coisas serem diferentes. A resposta dela é que as circunstâncias mudaram — mas essas mudanças não têm relação alguma com as ações ou omissões de Peter, sendo apenas obra de Callix. A superficialidade dessa escolha narrativa beira o amadorismo.
Pelo menos, a trama conta com uma forte presença dos X-Men, o que se justifica pela participação do Fanático na história. Por fim, o roteiro entrega a morte do Homem-Aranha, deixando o leitor se perguntando o que mais essa escrita deprimente ainda será capaz de inventar.
