Este volume compila as edições The Amazing Spider-Man (2022) 61-62
Finalmente tivemos o início da fase do roteirista Joe Kelly com o arco “As Oito Mortes do Homem-Aranha” e, confesso, o começo não me empolgou. Esta edição marca o lançamento da sexta série de publicações do personagem no Brasil pela Panini.
Vale o aviso: a partir daqui, o texto contém spoilers.




Dando sequência aos eventos de Caçada Sangrenta, onde o Doutor Destino tornou-se o Mago Supremo, vemos agora como essa mudança interfere diretamente na vida de Peter Parker. No entanto, a trama me pareceu pouco fundamentada; no fim das contas, tudo se resume à “preguiça” do Doutor Destino em enfrentar entidades cósmicas vinculadas a um antigo pacto. Originalmente, cabia ao Doutor Estranho confrontar esses seres para manter a Terra segura, mas como Destino não pretende desperdiçar seu tempo com isso, nomeou o Homem-Aranha como seu substituto para a tarefa.
A motivação do Doutor Destino soa frágil, considerando tanto seu poder supremo quanto sua capacidade de persuasão. O pacto parece simples demais para alguém de sua magnitude, algo que ele poderia facilmente desfazer ou resolver por conta própria.
Quanto a Peter Parker, ele segue com sua vida conturbada de sempre, mas aqui parece mais atrapalhado do que nunca. No contexto dos combates, ele acaba morrendo toda vez que consegue eliminar uma das oito entidades (daí o título do arco). Outro ponto que prejudicou a experiência foi a arte de Ed McGuinness, cujos traços deixaram a narrativa visual um tanto confusa e poluída.
Em suma, este início de fase deixou a desejar, falhando em empolgar tanto no roteiro quanto na arte. Resta torcer para que, daqui em diante, a história se desenrole de forma mais satisfatória e convincente.
