Este volume compila as edições The Amazing Spider-Man (2014) 1.3, The Amazing Spider-Man (2014) 3 e Spider-Man 2099 (2014) 1
É impressionante como as revistas mais antigas do Homem-Aranha conseguem ser muito mais envolventes do que as atuais. Neste volume, mergulhamos em três histórias distintas e instigantes do “Amigão da Vizinhança”.
Vale o aviso: a partir daqui, o texto contém spoilers.




A primeira história foca em Clayton, o jovem que assumiu a identidade do vilão Clash. Embora o roteiro não tenha avançado drasticamente, ele estabelece bem a crescente intensidade do ódio que o rapaz nutre pelo herói. Já o mistério envolvendo a Tia May, sugerido na edição anterior, revelou-se um alarme falso: em vez de descobrir a identidade secreta de Peter, ela apenas suspeitava que o sobrinho estivesse envolvido com drogas.
Ainda dentro desse arco, destaca-se o medo visceral que May sente do Homem-Aranha, algo que gera um desconforto profundo em Peter. O clássico dilema do “chega de ser o Homem-Aranha” ressurge aqui; um fardo emocional que parece destinado a acompanhar o herói por toda a sua trajetória.
Na segunda trama, vemos os desdobramentos da fase Superior, com a introdução de uma personagem chamada Cindy. Mantida em um bunker para a segurança de todos, sua história ainda é cercada de mistérios que prometem ser explorados em breve.
Enquanto isso, o clima de vingança domina a relação de Felicia Hardy e Electro com o Aranha. Ambos guardam um rancor profundo pelas ações do herói enquanto ele era controlado por Otto Octavius, o que culmina em um combate tenso entre o Aranha e a Gata Negra.
Por fim, o volume traz a estreia de Miguel O’Hara, o Homem-Aranha 2099. Foi meu primeiro contato com o personagem e a experiência foi muito positiva. Na trama, um exterminador viaja ao presente para eliminar Miguel, mas o ponto alto é a perspicácia de Liz Allen, que rapidamente deduz que o novo herói deve ser um dos funcionários de sua empresa.
Como mencionei anteriormente, é notável a superioridade das edições mais antigas, que entregam roteiros mais fluidos, impactantes e uma arte de altíssima qualidade. É uma pena que o padrão atual tenha oscilado tanto, mas seguimos com a esperança de que os tempos de ouro das histórias do aracnídeo retornem em breve.
